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Desvendando a Era da Inovação e a Revolução dos Dados na Saúde

  • Foto do escritor: Hélio Salomão Cordoeira
    Hélio Salomão Cordoeira
  • 20 de jun. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 12 de jul. de 2025

Em um cenário onde a precisão e a agilidade na tomada de decisões podem significar a diferença entre a vida e a morte, a forma como os dados são gerenciados e compartilhados é absolutamente crítica na área da saúde. Longe de ser apenas uma tendência, a interoperabilidade emerge como a chave para liberar o verdadeiro potencial da informação, transformando o cuidado ao paciente.


Para aprofundar neste tema vital, tivemos acesso a uma entrevista esclarecedora com Drew Ivan, uma voz experiente no campo da tecnologia e integração de dados de saúde. As reflexões de Ivan, originalmente publicadas no portal HealthLeaders Media, revelam o panorama atual e futuro do uso de dados que está moldando o futuro da medicina e do atendimento ao paciente.



A Entrevista na Íntegra: A Visão de Drew Ivan sobre o Futuro dos Dados na Saúde


HealthLeaders: Quais são as aplicações mais avançadas de dados na área da saúde que você tem visto recentemente?


Drew Ivan: Estamos vendo uma explosão de interesse em interoperabilidade em tempo real para apoiar o atendimento ao paciente, especialmente em situações em que decisões precisam ser tomadas com base em dados que vêm de múltiplas fontes. Isso inclui registros médicos eletrônicos (EMRs), dispositivos portáteis, dados de pacientes em casa e, claro, outros sistemas hospitalares.


HealthLeaders: Onde a interoperabilidade está realmente fazendo a diferença?


Drew Ivan: Um dos principais usos está na coordenação do cuidado. Quando pacientes se movimentam entre diferentes pontos de atendimento — como hospital, clínica ambulatorial, casa — os dados precisam segui-los. Interoperabilidade significa que os dados certos estão disponíveis para os profissionais de saúde certos no momento certo. Também estamos vendo aplicações avançadas em saúde populacional e análise preditiva.


HealthLeaders: Quais são os principais obstáculos para alcançar essa visão?


Drew Ivan: Muitas organizações ainda usam tecnologias antigas que não foram projetadas com a interoperabilidade em mente. Além disso, existem problemas com padrões — apesar de termos HL7, FHIR, etc., a implementação ainda varia muito. E, claro, há também a resistência organizacional à mudança e preocupações com segurança e privacidade.


HealthLeaders: Você vê um ponto de virada em termos de inovação?


Drew Ivan: Sim. A introdução de APIs baseadas em FHIR foi um divisor de águas. Estamos finalmente vendo sistemas construídos para serem abertos desde o início. Isso está permitindo casos de uso como acesso direto pelo paciente aos seus dados, integração com aplicativos móveis e fluxos de trabalho personalizados para profissionais de saúde.


HealthLeaders: Como você vê o futuro da interoperabilidade?


Drew Ivan: A interoperabilidade não será mais uma barreira; será um facilitador de inovação. Acredito que veremos um ecossistema mais conectado, onde dados fluem livremente — não apenas entre organizações, mas também entre dispositivos e pacientes. Isso dará origem a novas formas de cuidado, mais centradas na pessoa, preditivas e preventivas.



O Impacto Transformador da Interoperabilidade na Saúde


A entrevista com Drew Ivan ressalta um ponto crucial: a revolução dos dados na saúde está sendo moldada pela interoperabilidade. Não se trata apenas de ter mais dados, mas de fazer com que esses dados conversem entre si, independentemente de sua origem. Essa capacidade de integrar informações de Registros Médicos Eletrônicos (EMRs), dispositivos vestíveis, sistemas hospitalares e dados de monitoramento domiciliar está permitindo um atendimento ao paciente mais holístico e eficaz.


A coordenação do cuidado emerge como o benefício mais tangível. Imagine um paciente que passa do hospital para uma clínica e depois para casa: sem interoperabilidade, seu histórico, medicações e planos de tratamento podem se perder ou serem mal interpretados. Com ela, a jornada do dado acompanha a jornada do paciente, garantindo que o profissional certo tenha a informação certa no momento crucial. Isso minimiza erros, evita exames duplicados e otimiza a tomada de decisão. Além disso, a capacidade de cruzar grandes volumes de dados possibilita avanços em saúde populacional e análise preditiva, permitindo que os sistemas de saúde antecipem surtos de doenças, identifiquem grupos de risco e personalizem intervenções preventivas.


Contudo, Ivan não ignora os desafios. A persistência de tecnologias legadas, a variabilidade na implementação de padrões de dados (como HL7 e FHIR), a resistência à mudança e, primordialmente, as preocupações com segurança e privacidade dos dados sensíveis dos pacientes são obstáculos significativos. No entanto, o otimismo surge com a proliferação de APIs baseadas em FHIR, que representam um verdadeiro "divisor de águas". Essas APIs promovem sistemas "abertos desde o início", facilitando a integração e permitindo inovações como o acesso direto do paciente aos seus próprios dados de saúde e o desenvolvimento de aplicativos móveis integrados.


O futuro, segundo Ivan, é de um ecossistema de saúde hiperconectado. Os dados fluirão livremente não apenas entre hospitais e clínicas, mas também entre dispositivos e os próprios pacientes. Essa fluidez da informação abrirá caminho para novas formas de cuidado, que serão cada vez mais centradas na pessoa, preditivas e preventivas. A interoperabilidade deixa de ser uma barreira técnica para se tornar um facilitador de inovação, impulsionando a saúde para uma era de maior eficiência, segurança e, acima de tudo, um atendimento mais humano e eficaz.



Fonte da Entrevista:

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