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Quando o humor disfarça o desrespeito e o absurdo se torna rotina.
Em The Office, o constrangimento é cômico, o absurdo é rotina e o desrespeito virou entretenimento.O que parece apenas humor é, na verdade, um retrato minucioso da banalização da toxicidade.A cada comentário inadequado de Michael Scott, um riso constrangido mantém o sistema funcionando
Hélio Salomão Cordoeira
25 de nov. de 20255 min de leitura


O impacto do adoecimento mental no Sociedade brasileira
O sofrimento emocional coletivo deixou de ser um problema invisível.Hoje, ele é uma variável econômica, previdenciária e fiscal — uma força silenciosa que consome parte crescente dos recursos públicos e da capacidade produtiva do país.
A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2024) estima que os transtornos mentais custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.
Hélio Salomão Cordoeira
19 de nov. de 20255 min de leitura


Quando o trabalho exige que você desligue quem é
Em Severance, o trabalho é separado da vida.O que na série é uma ficção cirúrgica — uma operação que divide o “eu pessoal” do “eu profissional” —, no mundo real é um mecanismo psicológico de sobrevivência.É a dissociação funcional: quando o corpo continua produzindo, mas a mente já se desligou.
Hélio Salomão Cordoeira
18 de nov. de 20256 min de leitura


Startups, produtividade infinita e o colapso emocional da nova economia
A promessa central da nova economia era simples: transformar o trabalho em algo mais humano, flexível e conectado ao propósito. O que surgiu, no entanto, foi um modelo de desempenho contínuo, sustentado por ciclos de alta pressão e velocidade crescente. A lógica da inovação, que deveria abrir espaço para o aprendizado e a experimentação, passou a ser aplicada também às pessoas, como se o ser humano pudesse ser otimizado na mesma proporção que os algoritmos que o cercam.
Hélio Salomão Cordoeira
12 de nov. de 20256 min de leitura


O Preço da Força: Como o Medo, o Ego e o Controle Desgastam a Liderança Moderna
Em Succession, poder é linguagem corporal, silêncio calculado e frases afiadas. Não é apenas decisão — é exibição. A família Roy vive sob a lógica de que liderar é sustentar uma imagem inabalável, mesmo quando tudo treme por dentro. Na tela, vemos a dramaturgia do comando; nas empresas, reconhecemos um velho conhecido: a liderança que confunde confiança com invulnerabilidade
Hélio Salomão Cordoeira
11 de nov. de 20258 min de leitura


Althea Report | A Desigualdade Emocional Brasileira
O Brasil é o país onde se fala sobre saúde mental — mas onde ainda é privilégio poder cuidar dela.A crise emocional brasileira não é apenas individual; é estrutural.Ela reflete as mesmas desigualdades que há décadas moldam o país: as da renda, do gênero, da cor e do território.
Hélio Salomão Cordoeira
5 de nov. de 20256 min de leitura


A estética do sucesso e o custo emocional de parecer bem: o impacto do trabalho emocional no burnout corporativo
Em um mundo onde o trabalho se confunde com identidade, o valor profissional passou a ser medido tanto pela entrega quanto pela aparência de equilíbrio.O ambiente corporativo exige não apenas resultados, mas também expressões calibradas: otimismo, resiliência, entusiasmo — mesmo quando o corpo e a mente pedem pausa.
Hélio Salomão Cordoeira
4 de nov. de 20255 min de leitura


Aberto ou apenas conectado: o futuro institucional da inovação
Nenhuma ideia floresce sob medo. E, no entanto, grande parte das empresas ainda opera em silêncio — um silêncio sofisticado, disfarçado de eficiência.
As pessoas participam de reuniões, mas não discordam.Compartilham resultados, mas escondem dúvidas. O que deveria ser cultura de aprendizado virou cultura de precaução.
A Harvard Business School (Edmondson, 2019) chama isso de risco interpessoal: o medo de parecer incompetente, de errar em público, de ser punido por falar dem
Hélio Salomão Cordoeira
3 de nov. de 202514 min de leitura


A romantização da presença como símbolo de status na cultura corporativa.
Em Suits, o escritório é uma arena:luzes frias, diálogos velozes, decisões tomadas entre goles de café e ironias afiadas.Ninguém hesita. Ninguém descansa.O ritmo é quase sobre-humano — e é justamente isso que encanta.
Hélio Salomão Cordoeira
29 de out. de 20254 min de leitura
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