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Startups, produtividade infinita e o colapso emocional da nova economia
A promessa central da nova economia era simples: transformar o trabalho em algo mais humano, flexível e conectado ao propósito. O que surgiu, no entanto, foi um modelo de desempenho contínuo, sustentado por ciclos de alta pressão e velocidade crescente. A lógica da inovação, que deveria abrir espaço para o aprendizado e a experimentação, passou a ser aplicada também às pessoas, como se o ser humano pudesse ser otimizado na mesma proporção que os algoritmos que o cercam.
Hélio Salomão Cordoeira
12 de nov. de 20256 min de leitura


O Preço da Força: Como o Medo, o Ego e o Controle Desgastam a Liderança Moderna
Em Succession, poder é linguagem corporal, silêncio calculado e frases afiadas. Não é apenas decisão — é exibição. A família Roy vive sob a lógica de que liderar é sustentar uma imagem inabalável, mesmo quando tudo treme por dentro. Na tela, vemos a dramaturgia do comando; nas empresas, reconhecemos um velho conhecido: a liderança que confunde confiança com invulnerabilidade
Hélio Salomão Cordoeira
11 de nov. de 20258 min de leitura


Althea Report | A Desigualdade Emocional Brasileira
O Brasil é o país onde se fala sobre saúde mental — mas onde ainda é privilégio poder cuidar dela.A crise emocional brasileira não é apenas individual; é estrutural.Ela reflete as mesmas desigualdades que há décadas moldam o país: as da renda, do gênero, da cor e do território.
Hélio Salomão Cordoeira
5 de nov. de 20256 min de leitura


Aberto ou apenas conectado: o futuro institucional da inovação
Nenhuma ideia floresce sob medo. E, no entanto, grande parte das empresas ainda opera em silêncio — um silêncio sofisticado, disfarçado de eficiência.
As pessoas participam de reuniões, mas não discordam.Compartilham resultados, mas escondem dúvidas. O que deveria ser cultura de aprendizado virou cultura de precaução.
A Harvard Business School (Edmondson, 2019) chama isso de risco interpessoal: o medo de parecer incompetente, de errar em público, de ser punido por falar dem
Hélio Salomão Cordoeira
3 de nov. de 202514 min de leitura


Althea Report | O Mercado Global de Bem-Estar: a financeirização do cuidado
O wellness washing nasce da boa intenção sem método. Mas, num mundo em que o sofrimento humano é mensurável, a falta de evidência não é mais inocente — é omissão.
Empresas maduras entenderão que cuidar não é comunicar, é comprovar.E que o futuro do bem-estar não será definido pelas empresas que mais falam sobre saúde mental,mas pelas que conseguirem provar que ela existe.
Hélio Salomão Cordoeira
30 de out. de 20258 min de leitura


A romantização da presença como símbolo de status na cultura corporativa.
Em Suits, o escritório é uma arena:luzes frias, diálogos velozes, decisões tomadas entre goles de café e ironias afiadas.Ninguém hesita. Ninguém descansa.O ritmo é quase sobre-humano — e é justamente isso que encanta.
Hélio Salomão Cordoeira
29 de out. de 20254 min de leitura


A engenharia da abertura: cultura, instituições e a governança da inovação sustentada
Crescimento sustentado não nasce apenas de tecnologia. Ele depende de instituições abertas e de uma cultura emocional capaz de permitir que o conhecimento circule, seja confrontado e se torne ação. É aqui que a obra de Joel Mokyr ilumina a gestão contemporânea: a história do progresso moderno é, antes de tudo, a história do conhecimento útil que consegue sair do laboratório, atravessar fronteiras e virar prática.
Hélio Salomão Cordoeira
27 de out. de 202511 min de leitura


Althea Report | Saúde Mental: O País do Esgotamento
O Brasil vive uma crise e ela custa caro. Os números da saúde mental deixaram de ser apenas indicadores clínicos: tornaram-se o retrato econômico de uma sociedade exausta. De acordo com a Ipsos (2025), mais da metade dos brasileiros (52%) afirma que a saúde mental é, hoje, o principal problema de saúde pública do país.
Hélio Salomão Cordoeira
15 de out. de 20257 min de leitura


Quando a tecnologia encontra o cuidado
A transformação digital no RH deixou de ser uma promessa. Ela está em curso — visível em processos automatizados, recrutamentos via inteligência artificial, treinamentos gamificados, feedbacks contínuos por aplicativos e plataformas de autoatendimento. A pergunta que precisamos fazer, portanto, não é se vamos adotar tecnologia, mas como faremos isso sem perder aquilo que nos faz humanos no trabalho.
Hélio Salomão Cordoeira
17 de jul. de 20253 min de leitura
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